Comunicação & Cidadania

Um espaço para discutir o papel da Comunicação no desenvolvimento social e na consolidação da democracia. Edição: Cristina Sales. TWITTER: Cris__Sales / ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33798239

14/7/06

Divulgação de ONGs e projetos sociais

Mídia deve ser mais criteriosa em relação ao trabalho das ONGs

A cena é comum nas organizações não-governamentais de maior destaque: um jornalista liga afirmando ter uma pauta sobre um aspecto relacionado à área social e pede ao assessor de imprensa que lhe indique um caso exemplar, escolhido entre seus beneficiários.

 

Em seguida, a equipe de reportagem chega apressada ao local devidamente preparado pela ONG e, em poucos minutos, entrevista a pessoa que lhe é indicada, usando-o para demonstrar o tema abordado pela matéria. Se o tempo permitir, conversa também com um representante da organização, que assim fortalece sua imagem.

 

A questão é que, na correria do jornalismo atual, a apuração dos fatos acaba ficando em segundo plano e a sociedade perde a oportunidade de saber se aquela organização não-governamental vem contribuindo de forma realmente relevante para o desenvolvimento da sociedade.

 

Em grande parte das vezes, faltam dados que comprovem a eficácia do trabalho da ONG entrevistada, além informações sobre suas fontes de recursos, critérios de investimento e outros detalhes relevantes. Faltam, principalmente, dados que questionem, ampliem ou mesmo contradigam o que foi dito – como a opinião de outros atores sociais, por exemplo.

 

Pode-se observar ainda que, em geral, as organizações escolhidas para as matérias não passam de um punhado, embora o Brasil conte com mais de 270 mil fundações e associações sem fins lucrativos – segundo estudo divulgado, em dezembro de 2004, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife).

 

Assim, as grandes organizações, vistas como fontes prioritárias para determinados temas, dominam o noticiário, enquanto pequenas e médias organizações que desenvolvem trabalhos sérios e inovadores continuam sem voz e visibilidade. Repete-se, no que diz respeito às organizações da sociedade civil, o que acontece no mundo empresarial: os grandes ocupam espaços cada vez maiores, mas os pequenos raramente conseguem algum destaque.

 

A diferença é que as empresas contam com a possibilidade de investir seu próprio capital para garantir espaço na mídia, produzindo campanhas publicitárias milionárias. Já às ONGs – principalmente às desprovidas de influência nos meios de comunicação – resta esperar que a mídia comece a exercer mais plenamente sua responsabilidade social, divulgando a existência de projetos alternativos e promovendo um debate mais amplo sobre os temas abordados.

 

Cristina Sales é Mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGV/CPDOC. Publicitária, pós-graduada em Marketing e em Gestão de ONGs, atua há mais de 15 anos em projetos de comunicação e marketing.

criado por cristinasales    17:01:38 — Arquivado em: Artigos

CECIP: garantindo o direito à comunicação

Fundado em 1986, o CECIP – Centro de Criação de Imagem Popular – é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que visa democratizar o acesso de amplas camadas da população a informações qualificadas, buscando, construir uma sociedade consciente, ativa e participativa.

O trabalho do CECIP é desenvolvido por meio de cinco linhas de ação: 1. Capacitação - Apoio a Escolas e Formação de Agentes de Mudança; 2. Mobilização Social e Campanhas de Interesse Público; 3. Produção de Materiais Educativos; 4. Realização de Documentários e de Filmes de Ficção.

A organização desenvolve os seguintes projetos de comunicação:

Botando a mão na mídia - trabalha a interseção entre educação e comunicação, estimulando a leitura crítica dos meios de comunicação de massa e a construção de mensagens criadas pelos educadores. Para isto, utiliza como material de apoio um kit que sistematiza sete anos de experiência nesta área. O material é composto de vídeo, cartazes e um manual, que abordam conteúdos teóricos e práticos sobre diversas mídias, especialmente, a televisão e o vídeo. Por sua contribuição ao aperfeiçoamento de práticas de ensino, utilizando técnicas de uso da mídia em sala de aula, o Projeto Botando a Mão na Mídia recebeu o Certificado de Tecnologia Social, da Fundação Banco do Brasil.

Jornal Internacional de Bairros -  JIQ, é um projeto que realiza um diálogo entre informações e experiências comunitárias. Participam deste projeto alguns países da América Latina e da Europa que produzem suas próprias informações através de vídeos, mostrando a realidade local e ações bem sucedidas que poderão servir de exemplo para a resolução de problemas. O CECIP é o parceiro brasileiro deste projeto e por meio de oficinas prático-teóricas com jovens estudantes da rede pública de ensino, facilita o acesso à informação e o desenvolvimento de uma visão crítica dos meios de comunicação. Os vídeos são editados em rodízio pelos países que fazem parte do programa, virando um só produto, que é exibido pela internet permitindo uma grande veiculação. Este Projeto é realizado no âmbito do Programa @Lis apoiado pela União Européia.

SITE - Sala de Informação, Tecnologia e Educação - tem por objetivo possibilitar a jovens de baixa renda, do município de Belford Roxo, a inclusão digital, por meio da capacitação sobre temas voltados ao fortalecimento da cidadania, com foco na qualidade da mídia e o papel desta na sua formação. Está prevista a formação de uma rede virtual em que jovens utilizarão blogs como ferramenta para discussões sobre a mídia de maneira geral, usando a tecnologia de informação e comunicação (TICs) como apoio pedagógico ao processo de ensino e aprendizagem. Este projeto está sendo realizado no âmbito do Programa Novos Brasis, do Instituto Telemar.

Saiba mais: www.cecip.com.br

E-mail: cecip.ong@uol.com.br

Tel: (21) 2509 - 3812

criado por cristinasales    16:45:04 — Arquivado em: Projetos em Foco

5/7/06

Combatendo a baixaria na TV

Câmara monitora desrespeito ao cidadão nos programas televisivos

A campanha “Quem financia a baixaria é contra a cidadania” é uma iniciativa da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, em parceria com diversas organizações da sociedade civil, e defende o respeito aos direitos humanos e à dignidade do cidadão nos programas de televisão.

A principal ação consiste no acompanhamento permanente da programação de TV – por parte de uma comissão formada por profissionais dotados de credibilidade e conhecimento técnico-jurídico - a fim de identificar e punir os programas que, de forma sistemática, desrespeitam as convenções internacionais assinadas pelo Brasil, os princípios constitucionais e a legislação que protege os direitos humanos e a cidadania.

Com base neste acompanhamento e na análise de denúncias enviadas pelos cidadãos, é gerado um parecer sobre os programas analisados. Comprovados os abusos, solicita-se aos responsáveis pela programação que modifiquem seu conteúdo. Caso o pedido não seja atendido, os programas, seus produtores e patrocinadores ou anunciantes podem ser incluídos na relação dos violadores dos direitos protegidos pela Campanha.

Saiba mais: www.eticanatv.org.br

Denúncias pelo telefone 0800 619619

criado por cristinasales    12:36:22 — Arquivado em: Cidadania Ativa

Escola Popular de Comunicação Crítica

Projeto transforma jovens de baixa renda em produtores de comunicação popular.

Oferecer formação teórica e técnica a jovens de baixa renda para que possam desenvolver alternativas de comunicação e cultura geradas a partir do ponto de vista das comunidades populares, fugindo da visão estereotipada - e geralmente negativa - apresentada pela mídia. Esta é a proposta da Escola Popular de Comunicação Crítica, uma iniciativa do Observatório de Favelas que reúne jovens das regiões da Leopoldina e Baixada Fluminense, oriundos de Vigário Geral, Parada de Lucas, Maré, Manguinhos, Complexo do Alemão e Jacarezinho e Nova Iguaçú.

Financiada pelo Ministério da Educação, a escola iniciou suas atividades em agosto de 2005 e conta com o apoio da UFF, UFRJ, Canal Futura, Sindicato dos Jornalistas, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, Associação Brasileira de Produtores Independentes de Vídeo e AfroReggae.

As aulas de leitura crítica, vídeo, fotografia e comunicação integrada (jornalismo impresso, rádio e internet) são ministradas por profissionais de comunicação e professores universitários. Os alunos – que precisam ter o segundo grau completo - também participam da produção de documentários, revistas, cartilhas e jornais. Espera-se que ao fim do curso, que tem duração de um ano, possam vir a formar núcleos ou reforçar as iniciativas de comunicação existentes em suas comunidades.

Saiba mais:

Observatório de Favelas do Rio de Janeiro

Rua Teixeira Ribeiro, 535 - Maré - Próximo à passarela 9 da Avenida Brasil -CEP 21.044-251 - Tel: (21) 3888-3220 / 3104-4057

www.observatoriodefavelas.org.br

contato@observatoriodefavelas.org.br

criado por cristinasales    11:16:47 — Arquivado em: Projetos em Foco
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