Comunicação & Cidadania

Um espaço para discutir o papel da Comunicação no desenvolvimento social e na consolidação da democracia. Edição: Cristina Sales. TWITTER: Cris__Sales / ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33798239

31/8/06

Comunicação para uma nova consciência

Existe uma alternativa inteligente para a mesmice que assola a televisão brasileira: os programas da União Planetária, organização não-governamental que, entre outros projetos, dedica-se a produção de vídeos que abordam temas como cultura de paz, ética, educação, ciência e espiritualidade, arte, ambientalismo etc.

Os programas vão ao ar em emissoras comunitárias que integram a grade das TVS a cabo. Para conhecer a programação na sua cidade e saber mais sobre o trabalho da organização, visite o site www.uniaoplanetaria.org.br

criado por cristinasales    21:22:09 — Arquivado em: Olho na Mídia

30/8/06

Simpósio de comunicação discute ética e valores

A Casa do Cliente Comunicação 360º realiza, dia 22 de setembro, no Rio de Janeiro, o 3º Simpósio de Comunicação Integrada, com o tema Nós da Comunicação – Transformando problemas em oportunidades.

O evento acontece das 8h às 18h30, no auditório do Senac Rio, no Flamengo, e o objetivo é compartilhar conhecimentos sobre comunicação empresarial com base em cinco pilares: Gestão, Linguagem, Ética, Valores e Pessoas.

Um dos painéis, bastante adequado ao momento que o país atravessa, abordará o tema “Percepções, valores e ética – a sustentabilidade do laço”. Para debater a questão, estarão presentes Glauco Humai, Gerente de Responsabilidade Social da Souza Cruz; Milton Luís Figueiredo Pereira, Diretor de Desenvolvimento Humano e Organizacional da Serasa; Luiz Sergio Cardoso, Diretor Superintendente de Desenvolvimento Social da Embraer e do Instituto Embraer de Educação e Pesquisa. A mediação será feita por Wilma Resende Araujo Santos, Diretora Superintendente da Junior Achievement Brasil.

A programação inclui ainda os seguintes painéis: A arte de desatar nós – O papel da liderança na comunicação; Nós na Rede – Desafios de uma nova linguagem; Agregando valor ao negócio – A prática de mensurar para prevenir; Nós na comunicação; Nós, pessoas, fazemos a diferença na comunicação.

O Simpósio conta com o apoio da ABERJE, ABRH-RJ, Instituto COPPEAD/ UFRJ, ABRACOM e SENAC-RJ. O investimento é de R$ 590,00. Preço especial de R$ 500,00 para associados das instituições apoiadoras. Informações pelo telefone (21) 2549-4930 ou no site www.casadocliente.com.br/simpósio

criado por cristinasales    20:16:50 — Arquivado em: Agenda

13/8/06

Voto nulo é voto Pôncio Pilatos

Cresce no país – usando principalmente a Internet  – uma campanha para que os eleitores anulem seu voto. Inicialmente, pode parecer uma idéia tentadora, mas, na verdade, não passa de mais uma cilada para a democracia. Afinal, a título de expressar indignação com a situação caótica em que se encontra o país, assolado por quadrilhas de políticos corruptos, defende-se a idéia desmobilizadora de que o melhor é desperdiçar a possibilidade de exercermos nossa cidadania.

 

Talvez até fizesse algum sentido votar nulo, se essa atitude indicasse uma nova consciência política, capaz de fazer com que, após a eleição, cada cidadão passasse a atuar por meio dos canais democráticos ao seu alcance, como associações de bairro, sindicatos, partidos, ONGs, etc., a fim de mudar a situação vigente. Mas sabemos que, historicamente, este não tem sido o comportamento observado pela maioria. Então, a campanha pelo voto nulo não passa de um arremedo de atitude consciente que, no fundo, vai significar apenas um “eu não tenho nada a ver com isso que esta aí”.

 

Esquecidos de todas as lutas que antecederam a conquista do nosso direito de voto e de todos aqueles que morreram defendendo-o, preferimos o caminho mais fácil: o da crítica passiva, o da indignação inútil, o do voto nulo, que, segundo a nossa Constituição, não tem o poder de invalidar uma eleição.

 

Descontentes com os candidatos disponíveis, esquecemos que somos responsáveis por sua presença nos cargos que ocupam. Afinal, somos nós que os elegemos. Assim, cabe-nos, agora, escolher entre todos os candidatos (e não só entre os dois que aparecem no topo das pesquisas) aqueles que julgarmos melhores. Ou optarmos por dar nosso voto aos pequenos partidos, tentando favorecer um futuro equilíbrio de forças, fundamental para o exercício democrático.

 

Divulgados os resultados, temos que nos preparar para fiscalizar os atos dos eleitos – sejam eles quem forem – exigindo que cumpram o que prometeram e respondendo às suas recusas com mobilização e não com passividade.

 

É claro que tudo isso dá muito trabalho. Assim, preferimos simplesmente lavar as mãos e deixar para os demais a responsabilidade de escolher, condenando-os pela má escolha feita. Só que o ônus recai sobre todos nós, enquanto a cidadania, tal e qual esfinge voluntariosa, continua a nos apresentar seu desafio: ‘exerce-me ou devoro-te!’.

 

Cristina Sales é mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGF/CPDOC. Publicitária, pós-graduada em Marketing e em Gestão de Organizações do Terceiro Setor.

criado por cristinasales    10:47:57 — Arquivado em: Artigos
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