Comunicação & Cidadania

Um espaço para discutir o papel da Comunicação no desenvolvimento social e na consolidação da democracia. Edição: Cristina Sales. TWITTER: Cris__Sales / ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33798239

22/3/07

ONG espanhola cria videoteca sobre países do Sul

Sodepaz organiza videoteca digital “Prisma del Sur”, com material de vários países. A seleção reúne tanto documentários como filmes de ficção, visando divulgar as reivindicações, denúncias, manifestações culturais e imagens dos povos do Sul. A idéia é fazer com que os habitantes do Norte passem a ter uma visão mais realista desses países.

O projeto conta com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação para o Desenvolvimiento e do governo de Madri.

Mais informações: http://tv.sodepaz.es

criado por cristinasales    12:06:45 — Arquivado em: Projetos em Foco

8/3/07

Marketing Social: um ilustre desconhecido

Mais de trinta anos se passaram desde que, em 1971, Philip Kotler e Gerald Zaltman cunharam a expressão Marketing Social para definir as campanhas realizadas – por instituições governamentais ou não – com o objetivo de alterar positivamente o comportamento público.

Referiam-se, naquele início, basicamente a campanhas de conscientização (não necessariamente publicitárias) destinadas a gerar mudança social, como, por exemplo, consolidar a prática do aleitamento materno, fomentar o abandono do tabaco, erradicar o racismo, incentivar o planejamento familiar, etc.

Desde então, a abrangência do termo cresceu consideravelmente, chegando mesmo a acomodar, com as "bênçãos" de Kotler, ações realizadas por empresas, envolvendo lucros. Porém, até hoje, o conceito de Marketing Social – principalmente no Brasil – não conseguiu se desvencilhar da visão limitada que afeta também o seu “irmão mais velho”, o Marketing comercial. A maior parte das pessoas, e mesmo a mídia, ainda imagina que Marketing é o mesmo que publicidade ou divulgação e que, portanto, o Marketing Social é a divulgação de projetos sociais.

São freqüentes os artigos, matérias jornalísticas, etc. que classificam como Marketing Social algumas campanhas extremamente limitadas e questionáveis feitas por empresas ou ONGs para dar visibilidade à suas marcas. Trata-se de uma simplificação absurda.

Vale ressaltar que o que realmente se pode chamar de Marketing é um complexo e continuo processo de gestão que engloba o planejamento de diversos fatores. Apenas para citar alguns deles, temos os tão falados 4 P’s – ou composto de marketing – propostos por Jerome McCarthy: produto, preço, praça e promoção (onde se insere a comunicação).

No caso das ONGs, as variáveis do composto devem ser adaptadas e trabalhadas de forma a gerar benefícios para a sociedade. Uma vez que o espaço deste post é insuficiente para abordarmos os diversos fatores a serem considerados, apresentamos um composto de Marketing Social resumido:

1) produto (ou projeto) = questões relacionadas à delimitação da causa, à formatação e viabilidade dos projetos; à comprovação de resultados; à análise das necessidades do público beneficiário; ao lançamento de produtos e serviços etc;

2) preço = decisões ligadas à definição de orçamentos de projetos e aos recursos a serem captados; à determinação de preços para produtos e serviços oriundos de projetos de geração de renda; à determinação de cotas para doadores etc;

3) praça (ou distribuição) = tudo que diz respeito à distribuição geográfica dos projetos; aos canais de captação de recursos e de vendas de produtos etc;

4) promoção = ações de comunicação integrada visando o gerenciamento da marca; a divulgação da causa, a captação de recursos etc.

Ajudando a compor o quadro de desconhecimento do termo Marketing Social, há o fato de que parte das ONGs demonstra uma rejeição à palavra Marketing – por sua associação com o mercado – substituindo-a por Comunicação, mesmo quando realizam ações com desdobramentos claramente mercadológicos, como a criação e venda de “produtos sociais”.

O que parece ainda não ter ficado claro para alguns gestores sociais é que o problema não está na utilização gerencial do Marketing pelas ONGs, mas sim na lógica a partir da qual ele é adotado. Ou seja: se as ações são planejadas e executadas de forma a reproduzir a lógica excludente do mercado, desconsiderando-se a necessidade de um uso consciente, solidário, participativo e transformador deste instrumental, de nada adianta que ele seja chamado por outro nome.

Para finalizar, nunca é demais ressaltar que, embora o termo Marketing venha sendo, há muito, associado a práticas pouco éticas, na verdade, qualquer ação que possa prejudicar a sociedade, colocando em questão a credibilidade de quem a realiza, não pode ser chamada de Marketing. No máximo, poderia ser classificada de “anti-marketing”.

O mesmo vale para o Marketing Social, no qual os resultados não podem ser obtidos em detrimento do respeito pelas pessoas – sejam os beneficiários de um projeto, os funcionários de uma ONG, ou a sociedade como um todo. Em resumo: ao contrário do que muitos preconizam, os fins não justificam os meios.

Cristina Sales é mestre em Bens Culturais e Projetos Sociais pela FGF/CPDOC. Publicitária, pós-graduada em Marketing e em Gestão de ONGs, atua há mais de 15 anos em projetos de Comunicação e Marketing.

criado por cristinasales    15:00:38 — Arquivado em: Artigos, Gestão da Comunicação

5/3/07

FNDC ensina a domar a mídia

Cartilha sobre democratização da comunicação está disponivel para download

O Forum Nacional pela Democratização da Comunicação produziu e está disponibilizando em seu site a cartilha Como Domar essa Tal de Mídia?.

Elaborado com a colaboração de diversos militantes do FNDC, o material aborda temas como o funcionamento dos sistemas e mercados de comunicação; convergência e digitalização das comunicações, concentração dos meios; comunicação comunitária, etc.

A cartilha pode ser obtida em:

http://www.fndc.org.br/

 

 

criado por cristinasales    14:50:30 — Arquivado em: Cinema e Vídeo

2/3/07

África discute mídia para crianças

MÍDIA COMO INSTRUMENTO PARA A PAZ GLOBAL E A DEMOCRACIA

Entre 23 e 29 de março de 2007, a África do Sul irá abrigar a 5ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças (World Summit on Media for Children), evento promovido pela Children’s Broadcasting Foundation of Africa (CBFA) sob o tema, "Mídia como Instrumento para a Paz Global e a Democracia".

Os "Summits" (Cúpulas), lançados em 1995 na Austrália, oferecem uma plataforma global para celebrar a riqueza da mídia produzida para crianças. Em abril 2004, o MIDIATIVA foi um dos organizadores da 4ª Cúpula Mundial de Mídia para Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro.

A Cúpula irá demonstrar a diversidade da mídia produzida na África, mas será também um encontro mundial baseado no espírito de “ubuntu” – “Eu sou porque você é” – para compartilhar necessidades globais, situações e possibilidades. A programação inclui mesas redondas, workshops, painéis, sessões plenárias e mostras.

Os temas-chave e conceitos irão a globalização da mídia infantil, o acesso das crianças à sociedade da informação, os direitos das crianças no tocante à mídia, investimentos, abordagens regulatórias comparativas, o papel dos provedores de conteúdo, HIV-AIDS e seu impacto na mídia infantil, treinamento de adultos e jovens produtores de mídia para crianças, como elas participam da criação de sua própria mídia, pesquisa e estudos comparativos.

Os resultados esperados incluem pesquisa e projetos de produção concebidos para amplificar a diversidade de vozes e culturas infantis, através de uma mídia criada localmente e compartilhada globalmente. Produções de alta qualidade são difíceis de se desenvolver, especialmente em países em que os recursos são limitados, mas a Quinta Cúpula Mundial pretende buscar soluções sustentáveis.

A Quinta Cúpula também irá reunir crianças e adultos que estão utilizando a mídia para promover a cultura, a igualdade de gêneros, o pensamento independente, a responsabilidade sobre o meio ambiente e a saúde global. Irá ressaltar as formas de uso apropriado das tecnologias disponíveis para oferecer conteúdos que complementem e promovam estratégias de aprendizagem. A mensagem subjacente ao evento está alinhada aos objetivos da Declaração do Milênio das Nações Unidas, e das prioridades estabelecidas nos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

A Cúpula se dirige a diversos profissionais da área, como especialistas em políticas públicas, reguladores, organizações de defesa dos direitos das crianças, produtores, cineastas, especialistas em rádio, pesquisadores, provedores de Internet, web designers, especialistas em novas tecnologias, desenvolvedores de conteúdo em novas plataformas de mídia, especialistas em estudos culturais, emissoras públicas, entre outros.

OBJETIVOS DA CÚPULA MUNDIAL DE MÍDIA PARA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

• Ampliar o entendimento e desenvolvimento da televisão para crianças ao redor do mundo.

• Elevar o status da programação infantil

• Chamar a atenção de figuras-chave das emissoras para a importância das questões relacionadas a crianças

• Promover uma carta de princípios norteadores para a televisão infantil

• Assegurar que o fornecimento de programas para crianças seja garantido à medida em que a revolução das comunicações prossegue.

• Apoiar o mundo em desenvolvimento de forma a oferecer oportunidades para a programação de qualidade para crianças no futuro

Fonte: http://www.midiativa.tv/index.php/midiativa/content/view/full/103/

Site do evento: http://www.5wsmc.com/

criado por cristinasales    17:11:33 — Arquivado em: Cidadania Ativa
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