Comunicação & Cidadania

Um espaço para discutir o papel da Comunicação no desenvolvimento social e na consolidação da democracia. Edição: Cristina Sales. TWITTER: Cris__Sales / ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33798239

26/7/07

Campanha ridiculariza o exercício da cidadania

Com o suposto propósito de condenar a censura, a Associação Brasileira de Propaganda (ABP) acaba de laçar uma campanha que mais parece querer desqualificar o direito cidadão de combater os abusos cometidos pela publicidade.

 

Seguindo o conceito “Toda Censura é Burra”, a campanha, criada pela Giovanni+Draftfcb, é composta de 3 filmes, 4 spots de rádio , mídia exterior, mídia impressa, camisas, adesivos e ações para Internet que incluem hotsite, canal exclusivo no YouTube e comunidade no Orkut. Os comerciais mostram três produtos: Banana, Bola e Lápis.

 

A campanha indica que os produtos são anunciados com tantas limitações que torna-se impossível ressaltar suas qualidades . Por exemplo: a banana é um produto 100% natural, mas engorda. A embalagem é prática e ecológica, mas escorrega.

 

Além disso, são mostradas legendas que satirizam os textos que, conforme a lei determina, devem ser aplicados em alguns tipos de anúncios. A locução completa: “Tem gente que vê problema em tudo, né? E acaba prejudicando o seu direito à boa comunicação. ABP, 70 anos defendendo a liberdade da nossa propaganda.”

 

A campanha impressa tem anúncios de página inteira e página dupla, all type, com o título: “Nos últimos 70 anos, quem não evoluiu como o consumidor, se limitou a ficar velho como a censura.”

criado por cristinasales    10:49:02 — Arquivado em: Olho na Mídia

24/7/07

Prêmio Mídia da Paz: últimos dias para inscrições

Realizado pela Revista IMPRENSA, com patrocínio do Hospital Samaritano, o prêmio Mídia da Paz visa reconhecer ações e projetos que revelam a preocupação dos jornalistas, veículos de comunicação e empresas responsavelmente sociais. Poderão ser inscritos, gratuitamente, projetos e trabalhos que colaboram com a luta contra a violência, seja ela urbana, rural, ambiental, social, política, física ou mental.

As categorias são:

Categoria Imprensa - voltada para os jornalistas, serão avaliadas as matérias, reportagens, ensaios, fotos e cartuns veiculados no período de 01/07/2006 a 30/06/2007, nos veículos de comunicação no Brasil.

Categoria Institucional - voltada para empresas, serão avaliados projetos ou ações empresas brasileiras, públicas ou privadas; ou de organizações governamentais ou não governamentais, colocada em vigor no período de 01/07/2006 a 30/06/2007.

Categoria - Prêmio Especial do Júri - criada especialmente para os veículos de comunicação, será escolhida a ação e / ou campanha promocional de emissoras de TV, Rádio, Web, Revista e Jornal Impresso que incentive ou promova a cultura da paz, colocada em vigor no período de 01/07/2006 a 30/06/2007.

O Prêmio Mídia da Paz é um concurso que visa reconhecer ações que promovam a cultura da paz. A iniciativa é do Movimento Mídia da Paz e do Instituto Roerich da Paz e Cultura do Brasil, com realização da Revista IMPRENSA e com o patrocínio do Hospital Samaritano de São Paulo.

Consulte o site do prêmio www.portalimprensa.com.br/premiomidiadapaz e saiba como participar.

Os interessados em se inscrever, devem enviar seus projetos até o dia 30/07, para a sede da Revista Imprensa situada a Rua Rego Freitas, 454, Cj.: 61, Vila Buarque, São Paulo / SP, CEP: 01220-010.

Mais informações: www.portalimprensa.com.br/premiomidiadapaz

Telefone: (11) 2117.5312, Gabriela Miranda
E-mail: midiadapaz@portalimprensa.com.br.

criado por cristinasales    18:49:24 — Arquivado em: Festivais e Prêmios

A inclusão social pela mídia

Possibilitar um novo olhar sobre a favela tanto para quem vive dentro dela quanto para quem está fora. É com este objetivo que muitas instituições e organizações não-governamentais vêm trabalhando nos morros cariocas, aliando arte, tecnologia e produção de mídia.

 

O assunto é o tema do Encontros com a Mídia desta semana, programa de TV da MULTIRIO. No estúdio, a apresentadora Regina de Assis entrevista Jaílson de Souza e Silva, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) e coordenador-geral do Observatório de Favelas. Jaílson fala sobre a importância de se trabalhar com a produção de mídia nas comunidades carentes, uma estratégia para dar um novo significado aos espaços e as pessoas que vivem neles.

 

"Existe um olhar sociocêntrico sobre a cidade, no qual ela é pensada a partir de um lugar determinado. No caso do Rio, a partir dos setores médios da Zona Sul. Desta forma, se você olha para os outros espaços da cidade, há apenas a expressão da violência e da negação. As comunidades precisam ser vistas de dentro para fora”, destaca.

 

Na avaliação do professor, há dois tipos de indivíduos na atual sociedade: o consumidor, aquele que consome e é definido a partir de suas escolhas, o que o posiciona em uma determinada hierarquia social; e o cidadão pleno, o indivíduo que está na contramão deste processo de consumo e que reconhece e respeita o outro e as diferenças que existem.

 

Além do bate-papo com Jaílson, o programa percorre vários morros cariocas divulgando o trabalho de associações, entidades e organizações não-governamentais que promovem atividades, prioritariamente, com crianças e jovens na produção de uma mídia local. A produção visita Mangueira, Rocinha, Leme, Complexo do Alemão e a Comunidade da Maré.

 

O programa é dirigido por Miguel Przewodowski. A pesquisa de conteúdo é feita pela equipe do RIO MÍDIA.

Band Rio Dia 26 de julho, às 14h

Canal 14, NET Dia 27 de julho, às 8h30

 

Fonte: Multi Rio http://www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia/

criado por cristinasales    14:33:38 — Arquivado em: Cidadania Ativa

23/7/07

Manifestação pelas rádios comunitárias

Rádios comunitárias fazem ato de repúdio à política ‘diferenciada’ do governo federal

Rio de Janeiro - As rádios comunitárias, lideradas pela Rede Viva Rio de Radiodifusão Comunitária (Revira), expressaram ontem (22), em manifestação realizada na praia de Copacabana, nesta capital, seu repúdio ao que consideram uma política diferenciada do governo Luiz Inácio Lula da Silva em relação ao setor.

 

O coordenador da Revira, Tião Santos, disse à Agência Brasil que “há uma certa indignação do movimento das rádios comunitárias no Brasil, por conta de uma disparidade enorme. Quinze mil entidades no Brasil inteiro pediram autorização de rádio comunitária. E no processo todo, desde 1998, apenas três mil foram autorizadas. Em contrapartida, nós tivemos cerca de nove mil rádios fechadas, sendo mais de seis mil só no governo Lula”, denunciou Santos.

 

O coordenador da Revira considerou um absurdo que o governo federal, "apesar de ter um discurso popular, democrático, tem uma ação arbitrária ao extremo de fechar mais de seis mil rádios em cinco anos de governo". O movimento deste domingo visou repudiar a atitude do presidente da República, que “não dá valor àquilo que ele mesmo usa para fazer suas campanhas de ação social”.

 

A Revira está pedindo audiência ao ministro da Justiça, Tarso Genro, para tratar do assunto, uma vez que acusa o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de ter um posicionamento naturalmente contrário às rádios comunitárias. A idéia é levar o caso ao próprio presidente Lula, uma vez que não haveria condições de diálogo com o ministro da pasta.

 

Santos afirmou que, ao mesmo tempo, o segmento constata que os três níveis de governo usam as rádios para fazer campanhas com os objetivos mais diversos, de saúde, educação, meio ambiente. O Revira não é contra isso. “Eles (os governos) devem usar. Nós achamos que o papel da rádio é justamente esse, de prestar serviço à sociedade”. O que a entidade não concorda é com o fechamento das rádios comunitárias.

 

Os processos pedindo autorização para funcionamento estão arquivados, apontou Tião Santos. Segundo ele, não há nenhuma boa vontade do ministro Hélio Costa em autorizar as rádios. “Para culminar com toda essa coisa, as rádios comerciais fazem uma campanha vergonhosa, mentirosa, de que rádio comunitária derruba avião, que é um mal para a sociedade. Isso tudo nos deixa indignados e levou a fazer essa manifestação em Copacabana”, expôs o coordenador da Revira.

 

Tião Santos negou que as rádios comunitárias sejam rádios piratas. Ele assegurou que se trata de entidades constituídas, que possuem endereço, Cadastro Nacional de Pessoal Jurídica (CNPJ), diretoria e conselhos comunitários, e são geradoras de emprego e renda. “O que acontece é que o governo não libera a autorização que elas pediram há muitos anos. Tem rádio que tem oito anos esperando para ser autorizada, com burocracia impedindo, com questões políticas inviabilizando”.

 

Santos denunciou, por outro lado, o fato de rádios comerciais conseguirem autorização de funcionamento em até três meses, devido à influência política de parlamentares. Muitas rádios comunitárias funcionam através de liminar judicial porque, frisou Tião Santos, “o Estado não cumpre o seu papel”.

 

A estimativa da Revira é que, atualmente, cerca de 15 mil rádios comunitárias estão em operação em todo o país, das quais 600 no Estado do Rio de Janeiro, sendo 300 no Grande Rio. Tião Santos observou, porém, que na capital fluminense somente duas rádios foram autorizadas. “É um absurdo isso em dez anos de lei aprovada”, citou.

 

Fonte: www.agenciabrasil.gov.br

criado por cristinasales    14:41:19 — Arquivado em: Cidadania Ativa

18/7/07

Comunicação é critério para avaliação de ONGs

O jornal britânico Financial Times acaba de publicar a lista das ONGs mais competentes do mundo para a realização de parcerias com a iniciativa privada. A relação foi elaborada pelo Pacto Global das Nações Unidas (The United Nations Global Compact), e a lista foi divulgada na quinta-feira (05/07) no Encontro de Líderes do Pacto Global, organizado pela ONU em Genebra. No evento foram apresentados dois rankings, um destacando as ONGs de atuação global e outro apresentando as entidades de atuação local (restrita a seus próprios países).

Realizada em parceria com a Dalberg Global Development Advisors, consultoria especializada na área de desenvolvimento global, a pesquisa ouviu 450 empresas em todo o mundo para chegar à listagem, que indica as melhores organizações, porém sem ordená-las em um ranking.

Brasil e Argentina são os países com o maior número de ONGs entre as melhores de atuação local: seis de cada país. Seguidos por Chile (5); Austrália, África do Sul, Alemanha, Espanha, EUA, Itália, México e Reino Unido (todos com 2); Costa Rica, Emirados Árabes, Índia, Peru e Vietnã (com 1).

As ONGs brasileiras citadas são: Akatu, Instituto Ethos, Cenpec, Instituto de Reciclagem do Adolescente, Associação Educacional Labor e Missão Criança.

Segundo a ONU, a seleção foi baseada em quatro critérios:

1) Comprometimento: empenho em atingir as metas dos parceiros.
2) Adaptabilidade: capacidade de complementar e aproveitar as características dos parceiros.
3) Execução: capacidade de converter planos e intenções em projetos bem-sucedidos.
4) Comunicação: capacidade de fornecer conteúdos concisos, de alta qualidade e pontualmente.

Junto com o anúncio das ONGs mais competentes, foi lançado o “Guia de Negócios em Parceria com ONGs e a ONU” (Business Guide to Partnering with NGOs and the UN), com os perfis de todos os listados. O objetivo do Guia é ajudar as empresas a identificar organizações civis confiáveis com as quais possam trabalhar em parceria.

Fonte: http://mercadoetico.terra.com.br/noticias.view.php?id=669

criado por cristinasales    19:55:57 — Arquivado em: Festivais e Prêmios

Circo Voador vai virar favela

Sessenta comunidades descem o morro para representar suas artes e vivências. É a segunda edição da BIENAL FAVELA FESTA que transforma o Circo Voador numa grande comunidade, de quinta-feira, 19 de julho, até domingo, 22 de julho. Todos os dias os portões se abrem a partir das 14 h, com entrada franca. Ao longo dos quatro dias, o evento terá espetáculos de música, teatro, dança, moda, poesia, vídeo, cinema, fotografia e artes plásticas, desfilando diversos estilos e linguagens. Mais de 800 artistas assumem a cena de uma arte urbana da melhor qualidade produzida nos morros e subúrbios do Rio.

Nesta ocupação cultural, artistas criados ou ligados às comunidades sobem ao palco do Circo Voador para representarem e homenagearem a musicalidade do morro. Luiz Melodia, Elza Soares, Flávio Bauraqui e Velha Guarda da Mangueira homenageando o eterno Cartola, são só algumas das atrações. Além disso, os ritmos que fazem a cabeça da nova geração e lotam as quadras das favelas como o hip-hop e o funk, também vão tomar conta da lona. Mr. Catra, um dos artistas de mais expressão vindo das comunidades, faz a abertura oficial do evento no dia 19, a partir das 18h.

Em meio a performances, feiras de artesanato, exposições e desfiles, os debates reunirão lideranças políticas e culturais das favelas, representantes da academia, da intelectualidade, do mundo das artes.

O Circo Voador receberá nova roupagem durante o evento, cercado pela paisagem marcante das favelas cariocas, com direito a pipa nos céus e grafite nos muros. Movimentos sociais liderados por associações de moradores e organizações não governamentais também vão dar a cara e, certamente, a voz no evento.

Neste cenário, todas as bandeiras desfraldadas na Bienal Favela Festa, tendo a arte como principal linguagem, vão mostrar a cara de uma cidade que se apropria do território livre da cultura e transforma o instável cotidiano das comunidades em uma forte luta nacional através da cultura.

PROGRAMAÇÃO DA BIENAL FAVELA FESTA 2007
UMA GRANDE HOMENAGEM AO MESTRE CARTOLA
DE 19 A 22 DE JULHO

Atividades Permanentes

Feira / Rádios Comunitárias  / Exposições  / Debates  / Apresentações / Shows  / Cinema

CINEMA

MOSTRA VISÕES PERIFERICAS – OBSERVATORIO DAS FAVELAS

Filmes Convidados

Cine Guandu - Curtas
Quanto vale ou é por Kilo? (Sérgio Biancchi)
Filme dos Mc’s Quem é é, quem não é, mete o pé.
Anjos do Sol - Longa de Rudi Langeman
Contradições Urbanas (Sérgio Péo)
5 X Favela (Caca Diegues)
Rocinha 77 (Sérgio Péo)
ECT Favela - Lado certo da vida errada

RADIOS LIVRES

Zona Sul FM 93.7 - Pavão
Panorama FM 88. 3 - Galo
Juventude FM 92. 1 - Chatuba de Mesquita
Madame Satã FM 92.1 - Lapa
Jrio FM 90.7 - Jacarepaguá
Estilo Livre FM 102.5 - Vidigal
Nova Campina FM 97.7 - Caxias
Sintony Line - Belford Roxo
Novos Rumos - Queimados
Bicuda - Vila da Penha
Estilo FM - Bangu

Dia 19 de Julho – quinta-feira

15:00 – Mostra de Artes Cênicas (Dança e Teatro)

Recicla Som – Favela da Maré
Studio Aberto de dança – Favela de Rocinha
Balé contemporâneo – Morro dos Macacos
Kina Mutemba & Orquestra de Berimbau – Cidade Alta
Jongo da Serrinha – Comunidade da Serrinha

18:00 – Debate

Abertura – show Mr. Catra.
Debate Criança & Juventude
Gabriela Leite (Coordenadora da ONG Davida); Nicelmar Nogueira (Coordenadora do Centro Cultural Cartola); Soca Fagundes (Circo Voador); Maitê Ferreira da Silva (Presidente do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas); Rudi Langeman (Cineasta, diretor do longa Anjos do Sol); Kátia Mello (Coordenadora de Pesquisa e Prevenção à Violência do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro); Silvia Ramos (Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania) e a confirmar Dira Paes (atriz e diretora do MHuD – Movimento Humanos Direitos).

Coordenador: Bruno Cattoni (Jornalista).

20:30 – Moda

Desfile da grife Daspu.

21:00 – Festival O Som das Favelas

Centro Social Futuro Feliz – Irajá / Amarelinho
Remanescentes de Mestre André – Ação Comunitária
Negra Bran - Morro do Urubu
Raízes que tocam – Nilópolis
Rabo de Saia – Morro do Turano
Shows Hip Hop & Velha Guarda do Funk

Dia 20 de Julho - sexta-feira

15:00 - Mostra de Artes Cênicas (Dança e Teatro)

Jazz Maré – Favela da Maré
BAC – São João de Meriti
Cia. Thierry – Favela da Rocinha
Núcleo Caixa de Surpresa - Vila Aliança
Galpão dos Morros - Sto. Cristo / Gamboa
Teatro da Laje - Vila Cruzeiro
Grupo Código – Japeri
Ação em Dança – Favela da Maré

18:30 – Debate

Imagem e Espaço
Gonçalo Guimarães (Coordenador da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares/Coppe/UFRJ); Tyndaro Menezes (Produtor/TV Globo); Dulce Pandolfi (Historiadora, Diretora do Ibase); Sérgio Péo (Cineasta, diretor do premiado Rocinha Brasil 77); Bira Carvalho (Fotógrafo/Observatório das Favelas). Coordenador: Bruno Cattoni (Jornalista).

20:30 – Moda

Desfile Lentes dos Sonhos – Cidade de Deus e Favela da Rocinha

22:00 – Festival O Som das Favelas

Preto Tu
Guerreiros de Jorge – Nós do Morro
Peregrinos – Nós do Morro
Show Luis Melodia
Show Elza Soares

Dia 21 de Julho – sábado

15:00 – Rock da Favela

Algoz – Favela da Maré
Passarela 10 – Favela da Maré
Guardiões desse País - Morro do Urubu
Raça Humana - Favela da Maré
Transporte Coletivo – Favela da Rocinha
MT7 – Favela da Rocinha

18:00 - Mostra de Artes Cênicas (Dança e Teatro)

Cia. DOM – Morro do Cantagalo
Cia. Maré em Dança – Favela da Maré
Cia. Gaiola das Loucas – Morro da Pereira
Cia. De Dança Estilo – Morro do Cantagalo
Teatro da Lona cultural da Maré – Favela da Maré
Teatro do Jacarezinho – Morro do Jacaré

21:00 – Moda

Desfile Ação e Cidadania

21:30 –Festival O Som das Favelas

Escola de Musica da Rocinha – Morro da Rocinha
Bloco segue nós e vem – Morro do Vidigal
Shows Flavio Bauraqui & Velha guarda da Mangueira - cantam Cartola

Dia 22 de Julho – domingo

A mostra das Crianças

14:00 - Cia. De jovens GRIOS – Baixada Fluminense
14:00 - Capoeira ONG Coco Movimento/ Mestre Arerê / Capoeira da Rocinha
14:30 - Cia. GRIOS infantil – São João de Meriti
15:00 - Grupo de Dança DeiseLuci - Complexo do Alemão
15:30 - Teatro Infantil da Maré – Morro da Maré
16:00 - Percussão das crianças deficientes auditivas - Belford Roxo
17:30 – Saltimbancos - Projeto Constelação - Comunidades do Morro de Santa Marta, Rocinha, Borel, Morro dos Macacos, Alto da Boa Vista, Santa Tereza
18:30 – Coral da Maré – Favela da Maré
19:00 – Violinos da Mangueira – Morro da Mangueira
20:00 – Quadrilha – Favela da Rocinha

 

COMUNIDADES

Ação Comunitária / Acari / Amarelinho / Baixa do Sapateiro / Bangu / Belford Roxo / Cantagalo / Caxias / Cidade Alta / Cidade de Deus / Conjunto Bandeirantes / Conjunto Esperança / Complexo do Alemão / Comunidades da Ilha / Coroa / Escondidinho / Falet / Fogueteiro / Formiga / Galo / Guararapes / Grota / Jacarezinho / Japeri / Joaquim Mamedi / Júlio Otoni / Kelson`s / Lixão / Mangueira / Maré / Marrocos / Mineira / Morro dos Macacos / Morro do Timbau / Morro do Urubu / Nova Holanda / Nilópolis Parque Alegria / Parque Rubens Vaz / Parque União / Pavão-Pavãozinho / Pereirão / Prazeres / Providência / Rocinha / Queimados / Salsa e Merengue / Serrinha / Santa Marta / Santo Amaro / São João de Meriti / Travessa Cassiano / Turano / Vila do João / Vila dos Pinheiros / Vidigal / Vigário Geral / Vila Aliança / Vila Cruzeiro

 

criado por cristinasales    17:38:50 — Arquivado em: Cidadania Ativa

13/7/07

Tribunal decide a favor de rádios comunitárias

Não configura crime o funcionamento de rádio comunitária sem autorização. O entendimento é da Turma Recursal dos Juizados Especiais Criminais do Tribunal Regional Federal da 3º Região (SP e MS).

 

Por dois votos a um, os juízes decidiram que a operação da Rádio Comunitária Dimensão e da Rádio Heliópolis, “embora possa ser considerado ilícito administrativo, não configura crime”. A pena máxima, em caso de crime, poderia chegar a dois anos de prisão para o responsável pela rádio, além de apreensão do equipamento. Como ilícito administrativo, a rádio deve apenas pagar uma multa. As informações são da Agência Brasil .

 

O Ministério Público Federal acusava os responsáveis pela Rádio Dimensão, Daniel Almeida dos Santos Melo, e pela Rádio Heliópolis, João Miranda. Segundo o MPF, eles teriam infringido o Código de Telecomunicação,que considera crime a operação sem autorização do estado. No entanto, os juízes entenderam que as rádios não se enquadram na lei. Em 1995, a Emenda Constitucional 8 separou a radiodifusão da telefonia.

 

Com base na decisão, o Escritório Modelo da PUC-SP, que defende a Rádio Dimensão, pretende entrar com novas ações. “Na nossa interpretação, com essa decisão, as operações envolvendo rádios não podem ser feita pela Polícia Federal, por não ser crime”, avalia a advogada Ana Cláudia Vazzoler. A advogada também pretende pedir a liberação dos equipamentos da Rádio Heliópolis, retidos pela Polícia Federal.

 

Fonte: FNDC - http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=167532

criado por cristinasales    15:43:03 — Arquivado em: Cidadania Ativa

Três irmãos na luta pela cidadania

O lançamento do filme “Três irmãos de sangue” marca os 10 anos de ausência de Betinho

 

O filme “Três irmãos de sangue”, com direção e roteiro de Ângela Patrícia Reiniger, (contando com Cristiano Gualda como co-reteirista) presta homenagem aos dez anos de ausência do Betinho, que no dia 09 de agosto comemora aniversário de morte.

 

O documentário, que será lançado em 17 de agosto no Rio, São Paulo e Minas, retrata a vida dos três irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, brasileiros que fizeram da solidariedade a sua grande arma na luta pela vida e que ajudaram a tornar o Brasil um país mais justo e solidário.

 

Exibido em maio no Festival de Cinema em Paris 2007, “Três Irmãos de Sangue” ganhou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Goiânia e menção honrosa no Festival Fêmina em julho deste ano, tendo sido o único representante brasileiro na competição internacional de longas. Já foi apresentado também no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado.

 

O documentário é uma realização da No Ar Comunicação, com o patrocínio cultural da Petrobras e distribuído pelo Estação. O Estação, que se especializou, na distribuição, em lançar clássicos do cinema mundial, filmes independentes e cinematografias pouco difundidas, iniciou, em 2006, um projeto de promoção e distribuição de filmes brasileiros, priorizando produções inovadoras e alternativas, como "O Cheiro do Ralo", que alcançou a marca dos 150.000 espectadores, "Fabricando Tom Zé" e "Pedrinha de Aruanda - Maria Bethânia".

 

“Três irmãos de sangue” mostra a vida de cada um dos três irmãos e como suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX. Eles contribuíram, cada um a sua maneira, para as principais transformações pelas quais passou o povo brasileiro nesse período. Betinho, cientista social, exilado político, fundador da Campanha Contra a Fome e a Miséria e Pela Vida, que foi indicado em 1994 ao Prêmio Nobel da Paz; Henfil, cartunista que lutou pela volta dos exilados durante a ditadura militar e criou a expressão “Diretas Já” como forma de exigir a volta da democracia ao Brasil; e Chico Mário, músico pioneiro da questão da música independente e compositor de canções contra a tortura.

 

Os irmãos definitivamente sabiam da importância da defesa dos direitos humanos e se esforçaram ao máximo para alcançar esse objetivo. Hemofílicos, foram contaminados pelo vírus HIV através de transfusão de sangue. Isso os tornou um símbolo da luta contra a AIDS no Brasil. O fato do país hoje ser visto como referência mundial no combate à AIDS tem muito a ver com o pioneirismo deles em relação a essa causa. Para eles, a luta pela vida sempre esteve em primeiro lugar.

 

Como diz Frei Betto no início do documentário: “Eram três irmãos embriagados de utopia, no sentido forte dessa palavra, não apenas como um sonho, mas como um projeto que os engajou numa militância permanente”.

 

Já Zuenir Ventura, de O Globo, diz que: “A diretora conseguiu mostrar, sem pieguice, bem ao estilo dos três irmãos, como a luta contra a morte pode ser uma exemplar lição de vida”.

 

Luiz Zanin, do Estado de São Paulo, fala que se trata de “Um belo e emocionante filme, que traça a saga de uma família e também de um período, tanto difícil como épico da história recente”.

 

E o colunista Sebastião Nery afirmou que “O impacto e mergulho humano do filme vêm da história contada para ser pensada e absorvida. É todo um levantamento histórico, minucioso, sério, biográfico, mas principalmente político, social, de Minas e do Brasil, a partir dos anos 50 até a ditadura de 64 e as batalhas da resistência, do exílio, da abertura, da anistia, das Diretas-Já. Ângela Reiniger não fez um filme de pessoas. Fez um filme do tempo”.

 

TRÊS IRMÃOS DE SANGUE (Brasil, 2006; 102min). Direção: Ângela Patrícia Reiniger Roteiro: Ângela Patrícia Reiniger e Cristiano Gualda Fotografia: Márcio Zavareze Edição: Cassiano Brandão Produção Executiva: Marina Dantas Faria Idealização e Direção Musical: Marcos Souza Ângela Patrícia Reiniger - diretora do filme “Três Irmãos de Sangue”

 

Nascida no Rio de Janeiro em 1971, Ângela Patrícia Reininger formou-se em Jornalismo pela PUC-Rio. Iniciou sua carreira profissional na MTV e depois trabalhou na Videofilmes, como produtora e pesquisadora dos projetos Caetano 50 anos (1992), série para a extinta TV Manchete, e João e Antônio (1992), especial de fim de ano da Rede Globo de Televisão, sobre João Gilberto e Antônio Carlos Jobim.

 

Esteve por seis anos à frente do programa Mãe & Cia., que estreou em 1998, no GNT, e depois foi apresentado pela TV Cultura. Ela supervisionou ainda dez episódios da série Livros Animados, exibido pelo Canal Futura. Em 2004, dirigiu os curtas-metragens Os Oficineiros da Inclusão e O Aprendiz e o Mestre.

 

Desde 2004 dirige a série Programa Especial, apresentanda pela TVE/Rede Brasil. “Três Irmãos de Sangue” é seu primeiro longa-metragem realizado pela No Ar Comunicação, com o patrocínio da Petrobras e distribuição do Estação. O filme mostra a vida de cada um dos três irmãos e como suas ações se misturam com a história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX.

 

O documentário foi exibido em maio no Festival de Cinema em Paris 2007, ganhou o prêmio de melhor roteiro no Festival de Goiânia e menção honrosa no Festival Fêmina em julho deste ano, tendo sido o único representante brasileiro na competição internacional de longas. Já foi apresentado também no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo no ano passado.

criado por cristinasales    14:26:03 — Arquivado em: Cinema e Vídeo

12/7/07

Documentários mostram ação de movimentos juvenis

Associação Imagem Comunitária lança coletânea de documentários sobre movimentos juvenis

 

A ONG Associação Imagem Comunitária (AIC) está lançando em julho uma coletânea de documentários sobre movimentos juvenis. O lançamento é fruto do projeto Juventude de Atitude, iniciado em 2006, cujo objetivo é criar canais de visibilidade e reconhecimento para os diversos grupos juvenis que atuam na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

São quatro documentários, com duração de 20 minutos cada, abordando temas como raça, fé, teatro, dança e literatura. A equipe do projeto acompanhou o dia-a-dia dos grupos e registrou seus esforços para fazer reuniões, ensaios e conseguir apoio financeiro para continuar suas atividades.

 

O resultado são histórias de solidariedade, determinação e esperança. São diversos olhares, com a mesma visão: de que a juventude pode, com mobilização e participação, construir alternativas que tenham como foco o protagonismo e o exercício da cidadania, valorizando os sonhos, os desejos e a diversidade.

Os vídeos serão exibidos no Centro Cultural da Universidade Federal de Minas Gerais (Avenida Santos Dumont, 174, Centro), no dia 12 de julho,  das 18h às 20 horas.

Fonte: www.rets.org.br

 

Saiba mais:  http://www.aic.org.br/juventudedeatitude/

criado por cristinasales    15:39:54 — Arquivado em: Cidadania Ativa, Cinema e Vídeo

Campanha defende livre expressão sexual

Assistentes sociais na luta contra o preconceito

 

Com o objetivo central de sensibilizar a categoria dos/as assistentes sociais para o debate em torno da livre orientação e expressão sexual foi lançada, no início de julho, a Campanha Nacional pela Livre Orientação e Expressão Sexual: “O Amor fala todas as Línguas - Assistente Social na luta contra o preconceito”.

 

A iniciativa é uma promoção do Conjunto CFESS/CRESS [Conselho Federal de Serviço Social e Conselhos Regionais de Serviço Social], em parceria com o DIVAS – Instituto em Defesa da Diversidade Afetivo-Sexual, a Liga Brasileira de Lésbicas, a Articulação Brasileira de Lésbicas e a ABGLT – Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros. Marylucia Mesquita, assistente social e coordenadora geral do DIVAS, explica que as entidades formuladoras da campanha "desejam contribuir com a reflexão ética sobre o sentido da liberdade e a necessidade histórica da categoria profissional se posicionar e apoiar reivindicações e lutas pelo direito que têm os indivíduos de decidir sobre sua afetividade e sexualidade”.

 

Marylucia ressalta que um passo importante dado recentemente foi a aprovação da Resolução 489/2006 que “estabelece normas vedando condutas discriminatórias ou preconceituosas, por orientação e expressão sexual por pessoas do mesmo sexo, no exercício profissional do/a assistente social, regulamentando princípio inscrito no Código de Ética Profissional”.

 

A Resolução já foi divulgada em todas as regiões do país e recebeu adesão de articulações como Rede Nacional Feminista de Saúde, Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), Coletivo de Lésbicas Negras Autônomas, Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transgêneros (ABGLT) e Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL).

Veja a íntegra da notícia na RETS:

http://www.rets.org.br/rets/servlet/newstorm.notitia.apresentacao.ServletDeSecao?codigoDaSecao=58&dataDoJornal=atual

 

criado por cristinasales    15:25:39 — Arquivado em: Cidadania Ativa
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