Comunicação & Cidadania

Um espaço para discutir o papel da Comunicação no desenvolvimento social e na consolidação da democracia. Edição: Cristina Sales. TWITTER: Cris__Sales / ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33798239

28/8/07

Produções panamazônicas no Museu da República

As soluções agroecológicas experimentadas por uma tribo indígena e o combate ao trabalho escravo em pleno século XXI são os temas dos filmes ganhadores do prêmio Panamazônia ActionAid 2007 – Pobreza, Desigualdade e Direitos. A exibição e a premiação dos vencedores acontece no Museu da República, no dia 28 de agosto, terça-feira, às 18h, com entrada franca.

O filme vencedor, A gente luta mas come fruta, mostra o manejo agroflorestal realizado pelos índios Ashaninka (foto acima) na sua comunidade no rio Amônia, no Acre. Eles mostram como estão trabalhando para recuperar os recursos da terra, muito explorada pelos brancos. O filme foi produzido pelo projeto Vídeo nas Aldeias e é dirigido pelos índios Bebito Piãko e Isaac Piãko.

O segundo lugar ficou com Correntes, de Caio Cavechini, Ivan Paganotti e Evelyn Kuriki, que mostra como trabalhadores rurais migrantes se tornam escravos na região Norte do país e a ação dos fiscais do Ministério do Trabalho. O documentário também ganhou menção honrosa no prêmio Vladimir Herzog 2007.

“Esse prêmio foi elaborado para ajudar a dar visibilidade sobre a pobreza, a violação de direitos e a privatização de recursos naturais em uma região tão vasta das Américas, que compreende sete países”, avalia Gabriela Scotto, antropóloga e coordenadora de programas da ActionAid Américas.

A mineração, o avanço das petrolíferas e a conseqüente expulsão de comunidades ribeirinhas e indígenas são fenômenos comuns a região amazônica do Brasil, da Colômbia, da Bolívia, do Peru, do Equador, da Venezuela e da Guiana. Os filmes premiados mostram alguns aspectos dessa realidade e como o Estado, os movimentos sociais e a população vem reagindo.

Além dos classificados, destacam-se as produções que receberam menção honrosa: A bagagem das mulheres da floresta, realizado pelo Conselho Nacional dos Seringueiros, e Agonia da Minhoca, do Centro de Estudos de Práticas de Educação Popular.

O júri foi composto por Cláudio Savaget, jornalista e diretor geral do programa de televisão Globo Ecologia, e por integrantes da ActionAid Américas.

Pobreza e a negação de acesso aos recursos naturais

A maior parte das pessoas que vivem na região panamazônica se encontra na pobreza. Além de dar visibilidade a pessoas e projetos que mostrem como a falta de acesso ou controle aos recursos naturais está ligado às situações de pobreza, a premiação visa estimular a reflexão sobre a região.

As causas da pobreza amazônica são complexas, mas há dois aspectos que merecem destaque como a privatização de recursos naturais e um processo de integração regional que não levam em consideração o interesse dos mais pobres o IIRSA (South American Initiative for infra-structure integration).

“Precisamos pensar a região panamazônica como algo mais complexo, para além da imagem que está cristalizada: um monte de floresta onde não há pessoas”, resume a antropóloga.

Prêmio Panamazônia ActionAid Américas 2007

Pobreza, Desigualdade e Direitos
28 de agosto, terça-feira, às 18h

19h – Correntes (Brasil, 2005, 59 min.)
Direção: Caio Cavechini, Ivan Paganotti e Evelyn Kuriki.

20h - A gente luta mas come fruta (Brasil, 2006, 40 min)
Direção Bebito e Isaac Piãko.

Local: Sala Multimídia, Museu da República
Rua do Catete, 153, Rio de Janeiro
Entrada Franca

criado por cristinasales    16:45:05 — Arquivado em: Cinema e Vídeo

24/8/07

Leccturas aborda Gramsi

O Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária da UFRJ convida para mais uma edição do Leccturas.

Trata-se de um grupo de estudos que se reúne semanalmente para conversar sobre temas relacionados à comunicação comunitária.

Os encontros desse semestre vão abordar os textos de Gramsci. E no primeiro encontro o grupo constará com a presença do professor Eduardo Granja Coutinho, que apresentará um panorama sobre o pensamento gramsciano.

Data: 03 de setembro, próxima segunda-feira.
Horário: 15h30 às 17h30.
Local: Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária - Sala 138 - ECO/UFRJ – Praia Vermelha.

criado por cristinasales    15:49:19 — Arquivado em: Agenda

14/8/07

Vem aí encontro de cultura e comunicação

Militantes de diversos coletivos estão planejando um encontro para debater a democratização da cultura e da comunicação. O evento deve acontecer em São Paulo, no mês de outubro.

 

Leia mais no site do FNDC:

http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=172856

 

criado por cristinasales    14:11:27 — Arquivado em: Cidadania Ativa

10/8/07

Monitorando reúne blogs de pesquisadores

No blog Monitorando você encontra uma lista constantemente atualizada de blogs publicados por pesquisadores da área de comunicação. Além disso, há links para temas relacionados, como educação, novas tecnologias, etc.

Confira: http://monitorando.wordpress.com/

criado por cristinasales    16:22:48 — Arquivado em: Sites e Blogs

9/8/07

Juventude e Comunicação

Em entrevista ao Observatório do Direito à Comunicação, Maria Virgínia Freitas, coordenadora do programa Juventude da ONG Ação Educativa, fala sobre a importância de os jovens discutirem e fazerem comunicação.

 

Esta reflexão moveu a organização a criar o Centro de Mídia Juvenil para apoiar, por meio das ferramentas audiovisuais, projetos voltados para a juventude. Segundo ela, hoje a leitura crítica da mídia é fundamental para crianças e jovens se inserirem no mundo de forma autônoma e independente.

 

Confirma a entrevista no site do Observatório:

http://www.direitoacomunicacao.org.br/novo/content.php?option=com_content&task=view&id=1066 

criado por cristinasales    18:20:47 — Arquivado em: Cidadania Ativa, Entrevistas

Consciência para uma nova mídia

A Rede Imagens e Vozes da Esperança (IVE) promove, de 17 a 19 de agosto, em Caetés, Minas Gerais, o seminário "Consciencia para uma nova mídia mundial".

 

A programação conta com a participação da especialista americana em mídia e fundadora do IVE, Judy Rogers, além de palestras de profissionais brasileiros.

 

O IVE é um diálogo global sobre os efeitos das mensagens transmitidas para a sociedade. Reúne produtores de conteúdo para responderem a uma pergunta: Que impacto o meu trabalho está criando na mente e nos sentimentos do leitor, telespectador e consumidor?

Mais detalhes sobre o evento:

 http://www.mfn.com.br/iveconesul/programacao.htm

 

Site do IVE Brasil

www.ive.org.br

criado por cristinasales    15:34:36 — Arquivado em: Agenda

3/8/07

Por trás da realidade mediada

O "conforto" da mediação

Por Eliane Bardanachvili

Não sou uma pessoa de freqüentar estádios. Já faz anos que não piso no Maracanã. Meu contato com apresentações esportivas de qualquer natureza, quando ocorre, se dá pela televisão – e, como telespectadora, sou assídua, mas nada fanática e bastante crítica. Nunca acreditei que a televisão exercesse um papel especial na minha relação com a realidade, até que fui assistir ao vivo a uma das partidas de basquete do Brasil no Pan Rio 2007 (Brasil X Ilhas Virgens, na Arena Multiuso).

A emoção das olas, das saudações, dos gritos em uníssono e dos aplausos é inesquecível. Mas devo confessar que me chamou mais a atenção a falta que a televisão me fez. A experiência ao vivo foi, sem dúvida, muito diferente da experiência mediada a que, sem sentir, eu havia me acostumado. Que jogador era aquele? O juiz havia errado mesmo, como indicavam as vaias da torcida? O Brasil estava jogando bem? E as expressões nos rostos dos jogadores, como perceber? Como estava se desenrolando a partida? Não tinha ninguém para narrar, um especialista para comentar…

Muito mais do que um instrumento de registro, a televisão é com certeza uma criadora de realidades. E a ‘realidade’ televisiva, trazida a nós por recortes, permeados por altos graus de dramatização, mostra-se mais familiar. Assustadoramente mais familiar, se levarmos em conta o que diz Bourdieu, quando analisa, em seu livro Sobre a Televisão, que “nossos apresentadores de jornais televisivos, nossos animadores de debates, nossos comentaristas esportivos tornaram-se pequenos diretores de consciência, que se fazem, sem ter de forçar muito, os porta-vozes de uma moral tipicamente pequeno-burguesa, que dizem ‘o que se deve pensar’…”

Teria eu me deixado levar pela perigosa comodidade proporcionada por essa televisão que, como também analisa Bourdieu, está “perfeitamente ajustada às estruturas mentais do público”? Teria eu sucumbido às “informações-ônibus”, que ele define como aquelas homogeneizadas, sem aspereza, próprias a abarcar um público extenso e contribuir para os almejados altos índices de audiência?

Em pequeno texto sobre as olimpíadas, no mesmo livro, Bourdieu nos alerta para o fato de que o atleta é apenas “o sujeito aparente de um espetáculo que é produzido de certa maneira duas vezes: uma primeira vez por todo um conjunto de agentes, atletas, treinadores, médicos, organizadores, juízes, cronometristas, encenadores de todo o cerimonial, que concorrem para o bom transcurso da competição esportiva no estádio”. E, prossegue Bourdieu, uma segunda vez por todos aqueles que “produzem a reprodução em imagens em discursos desse espetáculo, no mais das vezes, sob a pressão da concorrência e de todo o sistema das pressões exercidas sobre eles pela rede de relações objetivas na qual estão inseridas”. Foi àquela primeira produção que assisti ao vivo e que tanta estranheza me causou, fazendo-me ansiar pela segunda.

Pensei na ágora dos gregos, trazida à reflexão por Barbero-Rey que, como representação física e social, está associada à idéia do aberto, que convida à participação casual, e na qual a comunicação não se estabelece em hierarquias, mas a partir de uma infinitude de pontos.

Saí do estádio refletindo sobre minhas impressões e tentando me refazer da constatação de que a falta de mediação e de hierarquias nos estádios, ágoras dos jogos pan-americanos, começa a se fazer sentir desde cedo, depois de saber que um menino de seus sete anos, que perdera um lance importante, ao voltar do banheiro, perguntou ao pai: "ué, não tem replay?"

Bibliografia

- BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão, trad. Maria Lucia Machado. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997.

- MARTIN-BARBERO, Jesus & REY, Gérman. Os exercícios do ver – hegemonia audiovisual e ficção televisiva, trad. Jacob Gorender. São Paulo: Senac, 2001.

Artigo de Eliane Bardanachvili - Jornalista. Editora do Portal da MULTIRIO. Professora do Curso de Jornalismo da UniverCidade. Mestranda em Educação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Fonte: Site da Multirio

http://www.multirio.rj.gov.br/portal/riomidia/rm_materia_conteudo.asp?idioma=1&idMenu=5&v_nome_area=Artigos&label=Artigos&v_id_conteudo=68943

criado por cristinasales    19:44:13 — Arquivado em: Artigos

Colóquio de Pesquisas em Educação e Mídia

A UniRio promoverá, entre os dias 29 e 31 de agosto, o 1º Colóquio de Pesquisas em Educação e Mídia. O evento tem o objetivo de promover a apresentação e discussão de pesquisas realizadas no Brasil, concluídas ou em fase de conclusão, na área de Educação e Mídia.

 

A coordenação-geral do evento é das professoras Guaracira Gouvêa, da Escola de Educação e do Programa de Pós-graduação em Educação da UniRio, e Rosália Duarte, da Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e da PUC-Rio.

 

Os grupos Temáticos compreendem estudos concluídos ou em fase de conclusão sobre produção, recepção, consumo, formas de apropriação e modos de uso de produtos midiáticos/tecnológicos em contextos educacionais.

 

[1]Televisão Coordenação: Rita Ribes Pereira | UERJ

[2]Cinema Coordenação: Mônica Rabello de Castro | UNESA

[3]Tecnologias digitais Coordenação: João Batista Carvalho Nunes | UEC

[4]Jogos eletrônicos Coordenação: Lynn Alves | UNEB

[5]Mídia Impressa Coordenação: Leila Ribeiro | UNIRIO

[6]Mangás, animes, quadrinhos e Filmes de animação Coordenação: Maria Luiza Oswald | UERJ

[7]Múltiplas mídias Coordenação: Maria Apparecida Mamede Neves | PUC-Rio

[8]Educação a distância Coordenação: Marco Silva | UERJ

[9]Rádio Coordenação: Sonia Cristina Vermelho | FACNOPAR

 

Data:  29 a 31 de agosto.

Local: UniRio (Av. Pasteur, 458, Praia Vermelha, Rio de Janeiro)

Telefone: (21)2542-9643

Website: http://200.156.25.73/Coloquio/coloquio.html

 

UNIRIO

Av. Pasteur,458 | Prédio do CCH

Tel:(21)2542-2281 (21)2542-2217

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criado por cristinasales    11:42:37 — Arquivado em: Agenda, Educomunicação
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