Comunicação & Cidadania

Um espaço para discutir o papel da Comunicação no desenvolvimento social e na consolidação da democracia. Edição: Cristina Sales. TWITTER: Cris__Sales / ORKUT: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=33798239

20/11/08

Publicidade em TV pública

Há algumas semanas, a TV Cultura de São Paulo anunciou que, a partir de janeiro de 2009, vai suprimir da sua faixa de programação infantil, de 11 horas diárias, todos os anúncios comerciais. A notícia é mais importante do que a repercussão que obteve. Passou praticamente sem ser notada, mas indica um movimento de grande significado. Por dois motivos distintos.

O primeiro é deixar claro que, na visão da direção da emissora, as crianças têm o direito de ser protegidas do assédio da mercadoria. A Cultura passa a reconhecer, na prática, que os comerciais de TV podem não ser exatamente benéficos ou educativos para seus telespectadores mirins. Só por isso, seu gesto faria jus a um debate bem mais amplo. Só por isso, poderia servir de inspiração para que outros meios revissem suas políticas internas de publicidade para crianças.

O segundo motivo é que, agora, a emissora da Fundação Padre Anchieta impõe um claro limite ao espaço dos anúncios. Com isso inverte a tendência de expansão que eles vinham tendo em sua grade, uma tendência tão marcante que em alguns horários, como no final da noite, os intervalos da Cultura às vezes se parecem com intervalos de um canal comercial comum. Ao agir para reverter o quadro, a direção da emissora acerta mais do que alguns imaginam. A iniciativa será vital para preservar nada menos que a saúde da própria identidade da TV Cultura, que corria o risco de ser obscurecida pela luminescência dos comerciais barulhentos.

O aumento do número de anúncios não é simplesmente um fenômeno quantitativo de filmetes que vão pipocando ao longo do dia. Se muito numerosos e muito “espaçosos”, os anúncios modificam a própria qualidade da programação. Eles promovem profundas alterações de ordem estética, porque tendem a ditar ao conteúdo editorial os parâmetros do discurso publicitário. Isso, que ninguém duvide, afeta a imagem da identidade da instituição. É isso que, por vezes, causa no telespectador a sensação de que a tela da Cultura tem lá suas semelhanças com a tela da Record ou do SBT. O andamento dos comerciais determina a própria pulsação do que vai ao ar. É terrível, mas é assim (ninguém veicula publicidade impunemente), e tanto é assim que, do ponto de vista estético, as propagandas em excesso concorrem para esmaecer, aos olhos do público, a própria razão de ser da Cultura.

Do ponto de vista ético, também há problemas sérios. Quando uma emissora se converte em veículo publicitário, sua mercadoria não é o seu tempo, como alguns supõem. O que ela vende ao anunciante não são seus minutos e seus segundos, mas a atenção do seu telespectador. Quando um canal público se submete a mercadejar com o olhar de sua audiência, ingressa numa trilha cujos pedágios são altos. Começa a ter de prestar contas ao mercado, ou seja, além de levar em conta critérios de qualidade ou de relevância cultural, vê-se pressionado a pôr no ar um conteúdo capaz de dar retorno comercial ao mercado. É inevitável que isso contamine, ainda que lateralmente, as balizas de condução de uma emissora pública. Portanto, também no plano ético há embaraços que devem ser considerados.

E não é só. Ao lado das razões estéticas e éticas, existe outra ordem de fatores para que as instituições que recebem verbas públicas se afastem do ramo de vender espaço publicitário. São fatores, por assim dizer, concorrenciais. Como contam com receitas do Estado, essas instituições têm claras vantagens em relação às empresas privadas, que não gozam do mesmo benefício e, em regra, dependem exclusivamente da venda de anúncios para se sustentarem. Essas vantagens dão às primeiras uma folga respeitável na competição por anunciantes. Com seus custos parcialmente pagos pelos cofres estatais, elas têm, ao menos em tese, a possibilidade de oferecer aos clientes descontos que as outras não têm. Também por isso, enfim, não é recomendável que emissoras públicas se dediquem à veiculação de anúncios. Se levada ao extremo, essa prática viciaria o mercado e deturparia o próprio sentido democrático da publicidade.

Por tudo isso, a iniciativa da atual direção da TV Cultura de se afastar - ao menos em parte - do mercado anunciante vem em boa hora. A decisão abre as portas para uma caminhada na direção justa, ao longo da qual será possível reduzir gradativamente o peso dos comerciais nas receitas, na estratégia e na programação da casa. Nessa caminhada, a emissora poderá concentrar-se ainda mais no veio principal de sua razão de ser. Sua vocação não é ser uma boa pechincha para os anunciantes, longe disso. Sua vocação tem que ver com independência e mais independência. É da independência - em relação ao poder e em relação ao mercado - que pode nascer sua qualidade.

Não há outro caminho para a televisão pública. Para formar cidadãos críticos, promover o acesso de todos à cultura e informar com objetividade ela precisa guardar sua independência. Se aderir ao governo, cairá na armadilha do proselitismo político, da chapa-branca, e se tornará ferramenta a serviço do poder - portanto, um desserviço à sociedade. De outro lado, se se entregar à lógica publicitária, de olho no dinheiro que ela oferece, passará, na verdade, a depender do mercado - não apenas financeiramente, mas ideologicamente também. Com isso uma de suas principais funções, de a oferecer à sociedade uma alternativa à comunicação comercial, termina por se perder inteiramente.
Não é da publicidade que brota a qualidade da televisão pública. Que essa ilusão não paire mais sobre os destinos da TV Cultura.

Eugênio Bucci, jornalista, professor da ECA-USP, é integrante do Conselho Curador da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura de São Paulo)

Fonte: O Estado de SP

criado por cristinasales    15:03:33 — Arquivado em: Artigos, Olho na Mídia

Pessoas infelizes vêem mais TV

Um estudo feito por sociólogos americanos concluiu que pessoas infelizes assistem mais à televisão, enquanto pessoas que se consideram felizes lêem mais e têm vida social mais ativa. O trabalho foi publicado na revista científica Social Indicators Research. Os sociólogos John P. Robinson e Steven Martin, da University of Maryland, analisaram dados de quase 30 mil adultos que participaram de estudos sobre o uso do tempo e sobre comportamento social feitos entre 1975 e 2006.

Nos estudos sobre como as pessoas usam seu tempo, os participantes foram convidados a escrever diários relatando suas atividades durante um período de 24 horas, indicando quão prazerosas foram cada uma delas.

As pesquisas sobre comportamento social, ou General Social Surveys, também usadas como base para o presente estudo, indagaram aos participantes, durante anos consecutivos, quão felizes se sentiam e como passavam seu tempo, além de outras questões.

Robinson e Martin verificaram que, em relação ao hábito de assistir TV, os dois tipos de estudos apresentaram resultados diferentes. De acordo com as General Social Surveys, pessoas que se consideram infelizes assistem em média 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Em suas conclusões, os pesquisadores levaram em conta características individuais como educação, salário, idade e estado civil.

As pesquisas também revelaram que pessoas que se descrevem como felizes são mais ativas socialmente, participam mais de serviços religiosos, votam com mais freqüência e lêem mais jornais.

As informações obtidas a partir dos diários descrevendo como as pessoas passavam o tempo, no entanto, revelaram um quadro diferente. Escrevendo em tempo real, no mesmo dia em que as atividades aconteceram, os participantes parecem ver o ato de assistir televisão de forma mais positiva.

Segundo Robinson, embora os telespectadores digam que a TV de forma geral é um desperdício de tempo e uma atividade não particularmente agradável, muitos acrescentam que os programas vistos "foram muito bons".

Os autores do estudo concluíram, desta forma, que assistir televisão pode contribuir para a felicidade do telespectador naquele momento, porém, há menos efeitos positivos a longo prazo.

"A TV não parece realmente satisfazer as pessoas a longo prazo da maneira como o envolvimento social ou a leitura de um jornal o fazem", disse Robinson, um pioneiro em estudos sobre como as pessoas passam seu tempo.

Fonte BBC

criado por cristinasales    10:48:33 — Arquivado em: Olho na Mídia

16/11/08

Avanços da liberdade de expressão

Em matéria publicada no Observatório do Direito à Comunicação, Cristina Charão aborda os avanços da liberdade de expressão nos último 20 anos e destaca a tentativa espúria dos setores que exploram a mídia de associar regulamentação com censura.

Confira: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=305480

criado por cristinasales    10:48:02 — Arquivado em: Cidadania Ativa, Políticas Públicas

1/11/08

Comunicação Comunitária tem encontro na UFRJ

Organizado pelo LECC (Laboratório de Estudos em Comunicação Comunitária da UFRJ), o III Encontro de Comunicação Comunitária acontecerá nos dias 7 e 8 de novembro e discutirá as questões teórico-reflexivas e as de intervenção prática relacionadas à comunicação alternativa no cenário carioca. Uma das principais características deste encontro é fortalecer o diálogo entre a academia e representantes dos movimentos sociais e projetos alternativos de mídia. O evento acontecerá em dois dias:

Dia 07/11/08, sexta - 10h às 19h - Palestras, manifestações artístico-culturais, grafitagem, eventos musicais e coquetel de lançamento de livros. Este ano o tema central das palestras – e dos livros que serão lançados após as palestras – gira em torno das teorias e práticas contra-hegemô nicas da comunicação e da cultura.

Dia 08/11/08, sábado - 9h às 18h - Oficinas de Cinema Radical; Rádio Livre e Jornal Popular. Cineclube. As oficinas ocorrerão na ECO de manhã e continuarão no Alemão, em Ramos, à tarde, em parceria com o Grupo Sócio Cultural Raízes em Movimento, fazendo o intercâmbio entre a academia e a comunidade, o que acreditamos ser fundamental num projeto prático-teórico de comunicação comunitária, um dos objetivos da atuação do LECC. Haverá ônibus da UFRJ fazendo o transporte de ida e volta entre a ECO e o Alemão e será oferecido um lanche.

Inscrições para palestras e oficinas: http://leccufrj. wordpress. com
Atenção: vagas limitadas!

Programação completa

07/11 sexta - Auditório Anízio Teixeira

10h às 12h
Muniz Sodré (ECO/UFRJ)
Adriana Facina (Observatório da Indústria Cultural – UFF)
Cláudio Baltar (Intrépida Trupe)
Jailson de Souza (Observatório de Favelas)
Mediação: Raquel Paiva (LECC)

12h Roda de Funk no Sujinho
Grafitagem ao longo do dia

13h às 15h
Luciano Rocco (Revista Ocas)
Patrícia Saldanha (Publicidade Comunitária – ECO/UFRJ)
Márcia Correa (Intervozes)
Marcello Salles (Fazendo Media)
Mediação: Nemézio Amaral Filho (LECC)

15h30 às 17h30
Adailton Medeiros (Ponto Cine)
Natália Fiche (Teatro na Prisão)
David Amen (Raízes em Movimento)
Carmen Luz (Cia. Étnica de Dança)
Mediação: Eduardo Granja Coutinho (LECC)

18h Coquetel de lançamento de livros (Raquel Paiva, Cristiano Henrique, Eduardo Coutinho, Bruno Fuser)
Banda Favela Blue (samba, baião, blues e rock)

08/11 - sábado

9 às 12h na ECO
Oficinas de:
- Cinema Radical
- Rádio Livre
- Jornal Popular

13h às 16h
- Continuação das oficinas no Alemão em parceria com o Grupo sócio cultural Raízes em Movimento Lanche e transporte incluídos

16h Cineclube

criado por cristinasales    10:55:00 — Arquivado em: Agenda, Cidadania Ativa

Comunicação terá destaque no FMS

FSM: MOBILIZAR PARA COMUNICAR

A comunicação terá uma forte dimensão política no próximo Fórum Social Mundial. Sob o lema “Mobilizar para comunicar”, projetos, encontros e iniciativas já estão sendo gestadas para janeiro de 2009 em Belém. “Quando se admite que o modelo econômico e o sistema financeiro faliram e que um outro mundo é imprescindível, precisamos mostrar as perspectivas presentes no FSM. E não podemos fazer isso através das mídias agarradas ao modelo falido. Precisamos ativar nossos canais alternativos”, afirma Rita Freire, editora da Ciranda Internacional de Comunicação Compartilhada e integrante do GT de comunicação do FSM.

Ela conta que um primeiro chamado do FSM, de “Mobilizar para Comunicar (para mobilizar…)” mostra esta diferença de concepção. “Significa que cada atividade deve incorporar, na construção, sua ação comunicativa. Deve ser informada ao seu público de interesse, mobilizar pessoas e recursos de comunicação no seu entorno e conectar-se com as redes do FSM. É diferente de produzir informação centralizada e distribuí-la”, explica.

Outro fato que acentua a dimensão política da comunicacao no FSM é o esforço das mídias alternativas e movimentos de comunicacao em realizar, dois dias antes do FSM, um Fórum Mundial de Mídia Livre para debater temas próprios da imprensa que se coloca fora do mercado e próxima das mobilizações sociais. “No Brasil, será um impulso para uma conferência nacional de comunicação e para divulgar as propostas do Manifesto da Mídia Livre. Fora do Brasil, vamos debater os modos colaborativos entre as mídias da América Latina e o direito a comunicacao como luta internacional”, conta Rita.

Belém deve abrigar o encontro das experiências já realizadas no FSM, orientadas pelo conceito de comunicação compartilhada. “Nelas, pessoas, mídias não comerciais, recursos e tecnologias podem ser acionados para ações midiáticas coletivas. Será a 9ª cobertura compartilhada do FSM pela Ciranda, por onde passam textos, links e arquivos de mídia, num panorama diversificado do que está sendo produzido. Qualquer mídia ou comunicador(a) pode participar da Ciranda, das reuniões de pauta, da publicação de materiais”, explica.

Os quatro projetos compartilhados de Porto Alegre 2005 terão sua versão Belém 2009 (Fórum de Rádios, Fórum de TVs, Laboratório de Conhecimentos Livres, além da própria Ciranda e iniciativas parceiras). “Outra experiência prevista vem da cobertura do FSM 2008. A proposta é que eventos distantes se conectem com o FSM através de diálogos pela internet ou por rádio, compondo um programa de atividades já batizadas de “Belém expandida”. Será possível uma atividade do FSM na Palestina ou na Bolívia, por exemplo, ou no interior da floresta amazônica, por meio de rádio”, informa Rita. “A terceira experiência será inaugurada em Belém, e está no desafio do FSM de aprender a fazer comunicacao a partir das práticas da floresta”, completa.

Todas as pessoas interessadas podem contribuir desde já, assumindo ações de comunicacao de atividades, ajudando a construir o Fórum de Mídia Livre e, durante o FSM, participando de um dos projetos compartilhados. A Ciranda também está reunindo pessoas que vão a Belém e participarão de atividades de edição, organização de pautas, tradução ou que se interessem pelos demais projetos.

* Leia a íntegra da entrevista de Rita Freire no site da ABONG: http://www2.abong.org.br/final/caderno2.php?cdm=19307

* Ciranda / inscrições: http://www.ciranda.net/spip/article2499.html

* Fórum de Mídia Livre: http://forumdemidialivre.blogspot.com

* OpenFSM: http://openfsm.net/ e WSFTV: www.wsftv.net

* Para participar dos projetos: ciranda@ciranda.net

criado por cristinasales    10:31:28 — Arquivado em: Cidadania Ativa

Ministro diz que quer Conferência

Minicom demonstra disposição em realizar Conferência Nacional de Comunicação

Durante o ano de 2007, entidades envolvidas com a luta pela democratização da comunicação realizaram intensa mobilização pela realização de uma conferência nacional para a área. Em outubro do mesmo ano, o Ministério das Comunicações promoveu no Congresso Nacional evento que ganhou o nome de Conferência Preparatória das Comunicações, indicando que tal iniciativa faria parte de um processo de preparação para o evento oficial nos moldes de outras conferências já realizadas pelo governo federal sobre temas como saúde, segurança alimentar e direitos das mulheres.

Ao final da conferência preparatória, representantes do Ministério das Comunicações afirmaram que a pasta estava comprometida com esta causa. No entanto, desde então pouco ou nada foi dito por membros do governo federal sobre a viabilidade da proposta. Algumas declarações, como as do ministro da Secretaria de Comunicação Social do Governo (Secom), Franklin Martins, vinham apontando na direção contrária, sugerindo que tal processo deveria ser convocado pelo Legislativo.

Em uma aparente inflexão, na semana passada o ministro das comunicações, Hélio Costa, afirmou em cerimônia de inauguração da TV Digtal na cidade de Curitiba que sua pasta está comprometida com a realização da Conferência. A fala do ministro foi motivada por manifestantes de sindicatos e entidades da cidade que estiveram presentes ao ato com faixas e dizeres pela convocação imediata da Conferência Nacional.

Segundo Costa, sua equipe estaria apenas esperando o final do segundo turno para instensificar as articulações junto ao Congresso, uma vez que o presidente da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), Walter Pinheiro, estava disputando a segunda etapa do pleito na cidade de Salvador. A anuência do Legislativo foi apontada por Costa como condição à realização da Conferência.

Em entrevista a esta Observatório, o consultor jurídico do Ministério, Marcelo Bechara, disse que Câmara e Senado têm importância política como co-organizadores do processo mas, fundamentalmente, são aqueles que podem garantir os recursos para concretizar a iniciativa. A CCTCI reservou R$ 20 milhões em seu orçamento no Plano Pluri-Anual 2008-2011 para a Conferência. No entanto, é preciso que estes recursos sejam previstos nas Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada anualmente pelo Congresso.

“É real que os parlamentares precisam incluir na Loa o dinheiro previsto no PPA para a Conferência, mas isso não exime o governo da responsabilidade de garantir a verba para realizar a conferência. Quando há vontade política, o Executivo aprova no orçamento aquilo que considera importante”, coloca Carolina Ribeiro, do Coletivo Intervozes.
Outro ponto destacado por Bechara é a necessidade do processo ser amplo, abrangendo municípios e estados para culminar em um evento nacional. Tal formato, que reproduz os modelos das outras conferências do governo federal, vem sendo defendido pela Comissão Pró-Conferência Nacional de Comunicação desde seu documento de fundação, em junho de 2007.

“Para as organizações que compõem a comissão, a capilaridade da Conferência é fundamental para que o debate seja efetivamente amplo e democrático. A afirmação do governo sobre a necessidade do processo abranger os municípios e estados é positiva, pois acompanha a concepção que vem sendo defendida pela Comissão Pró-Conferência desde sua criação”, completa a representante do Intervozes.

Compromisso assumido

Para Celso Schroeder, coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), as falas recentes de Hélio Costa e de outros representantes do Ministério das Comunicações reafirmam disposição já assumida anteriormente mas marcam uma inflexão frente à omissão e ao silêncio sobre o tema que imperaram nos últimos doze meses. Uma vez recolocado o compromisso por Hélio Costa, continua, é preciso passar das palavras à ação.

“Entendo as sinalizações do ministro como continuidade do compromisso e não acredito que ele estaria empenhado em vão. Estamos apostando nisso só que tempo está cada vez mais curto e nós temos que realizar ainda este ano instalação do grupo do trabalho”, pondera o representante do FNDC.

A expectativa das organizações da Comissão Pró-Conferência é que a convocação ocorra o mais rápido possível por meio da publicação de um Decreto que também estabeleça como instância organizadora um Grupo de Trabalho composto por integrantes dos ministérios relacionados ao tema, por associações de empresários e por entidades sindicais, ONGs e movimentos sociais ligados ao assunto.

Próximos passos

Mesmo antes das declarações do ministro, as entidades da Comissão já haviam iniciado a organização de um novo encontro nacional para articular os segmentos, organizações e forças sociais que lutam pela causa. O evento está agendado para o dia 2 de dezembro na Câmara dos Deputados. Além de ampliar a organização dos setores progressistas para ampliar o coro pela realização da Conferência, a Comissão irá realizar incursões junto ao Executivo para pressionar pela sua convocação ainda neste ano.

Jonas Valente - Observatório do Direito à Comunicação - 29/10/2008

criado por cristinasales    10:25:49 — Arquivado em: Políticas Públicas
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